Fugi um dia de mim mesmo, me fechei, me isolei do mundo.
A janela do meu quarto era meu porto seguro.
Chorei, esbravejei, me revoltei contra o que não conhecia.
Não compreendia meus próprios sentimentos.
A tristeza era meu alimento.
A música, meu instrumento de libertação.
Eu, em cada canção colocava um pouco dos meus sonhos, anseios, mágoas, grandes sinais de desaprovação a quase tudo ao meu redor.
Medo, angústia eram meus companheiros mais constantes.
Como é triste ser um ignorante…
Sabia tanta coisa, tinha orgulho de saber e o orgulho é que me fez enxergar diante da triste realidade.
Tempo perdido?
Não sei. Corro atrás do prejuízo, como todo mundo faz.
Nunca é tarde pra voltar atrás.
(Psicografado po Martha Lucci 30/01/2011)

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